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Tio Sam chega ao Brasil: a penetração cultural americana

MOURA, G. Tio Sam chega ao Brasil: a penetração cultural americana. São Paulo: Brasiliense, 1984. Atualmente a cultura brasileira pode ser visto como um misto entre o que se produz aqui e fora do país. O estrangeirismo e suas marcas foram incorporados à vida no Brasil há muito tempo. O que o livro de Gerson Moura faz é lançar um olhar justamente sobre quando e por que a cultura norte-americana chega ou invade o nosso país propagando o “american way of life”. Contudo, esse padrão de influencia cultural esconde propósitos políticos daquele memento e para o futuro, além de se… Ler mais »Tio Sam chega ao Brasil: a penetração cultural americana

A mão de Washington na queda de Getúlio

MOURA, G. Sucessos e ilusões: relações internacionais do Brasil durante e após a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Ed. da Fundação Getúlio Vargas, 1991. (pp 40-55) A relação entre Estados Unidos e Brasil foi, como deixa claro Gerson Moura, baseada apenas nos interesses que os norte-americanos tinham em relação à sua posição política e econômica no cenário internacional. Os últimos anos do governo de Vargas é o período usado no texto do autor para mostrar de que forma essa relação de interesses foi estabelecida e como Washington compactuou e interferiu na queda de Getúlio. Gomes divide as relações entre… Ler mais »A mão de Washington na queda de Getúlio

Rumo à industrialização e à nova forma do Estado brasileiro

DRAIBE, S. Rumos e Metamorfoses. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. Cap 1 O governo Vargas representou a construção de um aparelho econômico do Estado que centralizou poderes. A partir de 1930 o esforço foi de canalizar interesses sociais difusos em um interesse nacional bem definido. Até 1945, a construção desse Estado centralizador contou com criação de órgãos e instituições que comandavam as aplicações de recursos e os caminhos das políticas econômicas determinadas pelo governo objetivando o avanço da acumulação capitalista industrial. Um dos órgãos que centralizou poderes e decisões foi o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp). No… Ler mais »Rumo à industrialização e à nova forma do Estado brasileiro

A visão brasileira da crise mundial

HILTON, S. O Brasil e as grandes potências: os aspectos políticos da rivalidade comercial 1930-1939. Rio d Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. Cap 1: “A visão brasileira da crise mundial” (pp. 28-78) Faziam parte do cenário brasileiro do pré-crise mundial: concentração urbana ao longo da costa, rede de transportes inadequada, comunicações com o interior desenvolvidas apenas no Sudeste, taxa de mortalidade infantil elevada, metade da população analfabeta, mercado nacional integrado inexistente e dependência das exportações primárias. O cenário justificava um pessimismo e os primeiros anos do governo Vargas foram marcados pela instabilidade política entre conservadores a favor da volta do governo… Ler mais »A visão brasileira da crise mundial

A lógica do “Quem tem ofício, tem benefício”

GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. Cap 4: A lógica do “Quem tem ofício, tem benefício” (pp. 189-204) A autora mostra a forma como o governo Vargas construiu a imagem de um governo generoso que anteviu as necessidades dos trabalhadores e propiciou benefícios nunca antes vistos na história brasileira. É fato que o governo de Vargas usou da questão social em sua campanha eleitoral, como expôs autores como Boris Fausto. O que é mostrado, aqui, é a forma como o governo construiu a lógica do trabalhismo e, como ela expõem no título do… Ler mais »A lógica do “Quem tem ofício, tem benefício”

O período Vargas: 1930-45

NEUHAUS, Paulo. História monetária do Brasil 1900 – 45. Rio de Janeiro: IBMEC, 1975. Cap IV: “O período Vargas: 1930-45” (pp. 97-128) Os extremos do período analisado por Neuhaus, 1930 a 45, marcam, respectivamente, o colapso das políticas econômicas da República Velha e o início da unificação do controle da política monetária a partir da criação da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc). O autor aponta uma série de qualificações do debate que problematiza a afirmação de Celso Furtado sobre a recuperação brasileira da Grande Depressão ter um caráter keynesiano. O autor cita, por exemplo, Peláez, crítico de Furtado,… Ler mais »O período Vargas: 1930-45

Tendência do investimento na indústria de transformação

SUZIGAN, Wilson. Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. Nova edição. São Paulo: Hucitec, Ed Unicamp, 2000. Cap. 02. Item 2.3.1 “Tendência do investimento na indústria de transformação” (pp. 82 – 96) Investimentos na indústria de transformação até o século XIX foram limitados. O Brasil começa aquele século com essa atividade proibida e é liberada apenas em 1808, porém o desestímulo continua dados acordos comerciais com a Grã-Bretanha. Só em 1844 foi adotada a primeira forma de proteção tarifária à indústria, desfavorecida, no entanto, pelo valor externo na moeda local. Apenas na segunda metade do século com o progresso econômico em aceleração… Ler mais »Tendência do investimento na indústria de transformação

“A grande depressão e a estagnação da renda real, 1929-1939”

VILLELA, A. V. e SUZIGAN, W. (1973). Política do governo e crescimento da economia brasileira – 1889-1945. 3ª ed. Brasília: IPEA, 2001. Cap. 06, Item 6.3.1 “Mudanças estruturais” e 6.5 “Produção industrial”  6.3 Produção agrícola 6.3.1 Mudanças estruturais: predomínio da agricultura para o mercado interno Os autores mostram, por meio de dados dos valores das principais culturas, das áreas cultivadas dos principais produtos brasileiros e as taxas anuais de crescimento da produção agrícola no país que, a partir da crise de 1929, o setor agrícola sofreu fortes modificações. Além da queda nos preços do café, houve duas importantes mudanças. A… Ler mais »“A grande depressão e a estagnação da renda real, 1929-1939”

FEB, capítulos 27 a 32

FURTADO, C. (1959) Formação econômica do Brasil. 34 ed. São Paulo: Companhia das letras, 2007. Caps 27-32  Capítulo 27 ao 29 Após discutir mudanças no mercado de trabalho, fluxos de renda e níveis de renda na economia brasileira do final do século XIX e início do XX, Furtado foca suas atenções na tendência ao desequilíbrio externo. O autor inicia estre trecho discutindo os problemas que o novo sistema econômico baseado no trabalho assalariado apresentava, principalmente a adaptação às regras do padrão-ouro. Segundo Furtado, o trabalho assalariado provoca um aumento na procura monetária e essa procura tendia a crescer mais que… Ler mais »FEB, capítulos 27 a 32

“Crise e recuperação no Brasil”

CANO, W. (2001) Ensaios sobre a formação econômica regional do Brasil. Campinas: Ed. Unicamp, 2002. Cap. 04: “’Crise de 1929’: soberania na política econômica e industrialização” (pp. 89-106) Industrialização restringida entre 1930 e 1950: “Restringida, pois ainda não completou a montagem de suas bases técnicas, e, assim, é ainda fortemente dependente das divisas, do mercado e do excedente gerado pelo setor primário exportador” (p. 77) A implantação da indústria antes de 1930 nos países da América Latina variou de acordo com o tipo de produto exportado, a dinâmica gerada por ele, das estruturas sócio-econômicas, mercado de trabalho, taxa de salários,… Ler mais »“Crise e recuperação no Brasil”