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Economia brasileira contemporânea

GREMAUD, A. P. et all. Economia brasileira contemporânea. 7. ed. – 5. reimpr. São Paulo: Atlas, 2010. O processo de privatização começou na década de 1980 no Brasil mas se intensificou na de 1990. Razões que justificavam as privatizações: “ a) Ineficiência das empresas públicas, destacada pela baixa qualidade dos serviços e/ou pela existência de déficit financeiro nas empresas estatais; b) Diminuição da capacidade estatal em fazer os investimentos necessários à manutenção e da ampliação dos serviços e atualização tecnológica das empresas; c) Necessidade de gerar receitas para abater a elevada dívida estatal; d) Mudança no quadro tecnológico e financeiro… Ler mais »Economia brasileira contemporânea

Estabilização, reformas e desequilíbrios macroeconômicos: os anos FHC

GIAMBIAGI, Fabio. Estabilização, reformas e desequilíbrios macroeconômicos: os anos FHC. In: GAMBIAGI, F.;  VILLELLA, A.; BARROS DE CASTRO,  L; HERMMAN, J. Economia Brasileira e Contemporânea (1945-2004) Editora Elsivier/Campus, 2005. O primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso começa com uma economia em processo de superaquecimento, mas ainda amedrontada pelo fracasso do Plano Collor e o problema de um aumento do consumo mal administrado. Além disso, ao longe avistava a crise do México com a desvalorização de sua balança de pagamentos e a possibilidade de o Brasil ser o próximo país com câmbio rígido que poderia passar por crise. E finalmente as… Ler mais »Estabilização, reformas e desequilíbrios macroeconômicos: os anos FHC

Privatização, abertura e desindexação: a primeira metade dos anos 90

CASTRO, Lavínia Barros de. Privatização, abertura e desindexação: a primeira metade dos anos 90. In: GAMBIAGI, F.;  VILLELLA, A.; BARROS DE CASTRO,  L; HERMMAN, J. Economia Brasileira e Contemporânea (1945-2004) Editora Elsivier/Campus, 2005. As reformas propostas por Collor, de fato, intriduziram uma ruptura com o modelo brasileiro de crescimento com elevada participação do Estado e proteção tarifária, ainda que, na prática, a abertura comercial e financeira, bem como o processo de privatização, apenas deram seus primeiros passos no período de 1990-94. 142 A década de 1990 marcou uma mudança no modelo de desenvolvimento brasileiro. Entre 1950-80, o país cresceu com… Ler mais »Privatização, abertura e desindexação: a primeira metade dos anos 90

A economia como ela é…

BATISTA JR., Paulo Nogueira. A economia como ela é…. São Paulo: Boitempo Editorial, 2000. Durante o seu mandato, avançou muito o processo de desnacionalização da economia. A política externa brasileira alinhou-se de forma bastante clara à agenda dos Estados Unidos. E a política macroeconômica do governo, em especial no campo cambial, deixou o Brasil à mercê dos instáveis humores dos mercados financeiros internacionais. Por esse e outros motivos, se algum dia alguém resolver escrever a biografia de Fernando Henrique Cardoso, um bom título poderia ser: ‘Dependência: da teoria à prática’. (p. 76) Fernando Henrique Cardoso concebe a ‘globalização’ como fenômeno… Ler mais »A economia como ela é…

O Brasil privatizado. Um balanço do desmonte do estado.

BIONDI, Aloysio. O Brasil privatizado. Um balanço do desmonte do estado. São Paulo : Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. “Antes de vender as empresas telefônicas, o governo investiu 21 bilhões de reais no setor, em dois anos e meio. Vendeu tudo por uma “entrada” de 8,8 bilhões de reais ou menos – porque financiou metade da “entrada” para grupos brasileiros. Na venda do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), o “comprador” pagou apenas 330 milhões de reais e o governo do Rio tomou, antes, um empréstimo dez vezes maior, de 3,3 bilhões de reais, para pagar direitos dos… Ler mais »O Brasil privatizado. Um balanço do desmonte do estado.

Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial – Cap 4

NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial. 6ª ed. Editora Hucitec, São Paulo, 1995 Cap 4 b Formação e c Resultados Portugal não ficou apenas nos estudos ilustrados e as análises interpretaticas dos problemas da época, a consciência da situação levou à tomada de posições e a formação de uma política colonial. “Sendo pelo comércio que se estabelece o vínculo metrópole-colônia, isto marcava o parâmetro do movimento reformista” (p. 240). Análise por meio de legislações da época. a) Diretrizes da Política comercial  Continuidade com o período anterior: combate ao contrabando e a preservação do exclusivo (ou… Ler mais »Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial – Cap 4

O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo

LÊNIN, Vladimir. (1917). O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo. São Paulo, Centauro, 2002. Caps. 3 e 9. Ou http://www.marxists.org/portugues/lenin/1916/imperialismo/index.htm O novo agente é o banco que age por meio do capital monetário. Capital financeiro é a fusão de banco e indústria. Para Lenin, capital financeiro é produto do capital monopolista; para Hilferding o capital bancário domina o industrial – é uma dominação absoluta. Os dois autores chegam no capitalismo parasita, conceito que vem da oligarquia financeira criada a partir do papel de organizador e promotor do capitalismo financeiro dos bancos. Além disso, esse capitalismo traz um grau de organização e… Ler mais »O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo

“Desenvolvimento do capital monopolizador”

SWEEZY, Paul. (1942). Teoria do desenvolvimento capitalista. Rio de Janeiro, Zahar, 1985. Cap. 14, “Desenvolvimento do capital monopolizador”. As mudanças no capital orgânico e a geração de excedente para Marx é uma oposição à ideia clássica de trocas como naturais e a distribuição da renda. Marx mostra que não são processos naturais, porém, determinados historicamente com suas próprias leis. As consequências previstas por Marx para a lei geral da acumulação eram a concentração do capital (sinônimo de acumulação crescente) que caminha com uma produção em escala maior, e a centralização. Uma ressalva sobre a concentração considera um elemento isolado e… Ler mais »“Desenvolvimento do capital monopolizador”

“Natureza e implicações da ´heterogeneidade estrutural’ na América Latina”

PINTO, Aníbal (1970) “Natureza e implicações da ´heterogeneidade estrutural’ na América Latina”. In: BIELSCHOWSKY, Ricardo. (org.) Cinquenta anos de pensamento na CEPAL. vol. II. Rio de Janeiro, Cofecon-Cepal; Record, 2000  pp. 569-588. O grau de subdesenvolvimento depende da matéria prima exportada, do grau de autonomia do Estado e da presença da economia tradicional. A substituição de importações era o caminho acreditado para o desenvolvimento das economias subdesenvolvidas, porém a poupança é gasta com bens de consumo duráveis que é consumido por uma classe pequena e desvirtua todo o caminho. A heterogeneidade estrutural vai se multiplicando ao longo da industrialização. Um dos… Ler mais »“Natureza e implicações da ´heterogeneidade estrutural’ na América Latina”

“Desenvolvimento e Subdesenvolvimento”

FURTADO, Celso (1961) “Desenvolvimento e Subdesenvolvimento”. In: BIELSCHOWSKY, Ricardo. (org.) Cinquenta anos de pensamento na CEPAL. vol. I. Rio de Janeiro, Cofecon-Cepal; Record, 2000, pp. 239 a 262. Quando Furtado fala de modelo clássico, ele se refere aos países centrais, economias industrializadas no recorte a partir do século XVIII, considerando principalmente a Inglaterra para seu estudo. A revolução industrial na Inglaterra agiu principalmente numa redução dos custos para atender à demanda que pressionava o mercado. Num primeiro momento Furtado trabalha com os setores manufatureiros de bens de consumo e de capital. Queda nos preços dos bens de consumo representavam aumento dos… Ler mais »“Desenvolvimento e Subdesenvolvimento”