Olá, pessoal! Tudo bem por aí? Espero que sim. =)
Recentemente, anunciei nas redes sociais o lançamento do meu site, o atelie.alexcontin.com.br e, como prometido, vim compartilhar um pouco mais dos bastidores e do coração do meu trabalho com Papelaria Personalizada: o processo de produção dos meus Cadernos Artesanais Personalizados.
Antes de criar para o mundo, eu precisei criar para mim. Isso é uma prática comum por aqui: tudo o que coloco para vender é testado por mim, as vezes por meses, até eu ter a segurança de que aquele produto está realmente pronto.
A coleção que vocês estão prestes a conhecer nasceu de uma necessidade pessoal, de protótipos que criei para organizar minha vida como empreendedor, artista e estudante. E hoje, vou contar a história por trás de cada um desses cadernos artesanais personalizados.
O Coração do Ateliê: O Caderno Artesanal Pontilhado
Tudo começou com uma capa roxa e borboletas. Este foi o primeiro: um Caderno Pontilhado A5 com 140 folhas de papel offset 90g/m², o tamanho ideal para me acompanhar nas criações e execuções de projetos. Ele é a ferramenta que uso para desenhar moldes de costura criativa, planejar os detalhes e dimensões de cada encadernação ou quadro e projetar o futuro da marca.

A arte da capa é especial; são borboletas que eu mesmo pintei com Guache Poster Color da Pentel em papel aquarelável da Hahnemüle.
Pintar com essa tinta é uma delícia. A pigmentação dela é bem forte e, mesmo assim, ainda dá para trabalhar com transparênccia ao diluir na água, como uma aquarela. Na foto das minhas tintas tem tanto as Poster Color da Pentel (a marca mais barata e maravilhosa), como também da Sakura (as neon, perfeitas, mas caras demais). Tenho também umas tintas metalizadas babadeiras da marca Talens que encontrei na Papelaria Universitária – não é propaganda, é indicação boa! 😉
Digitalizei os desenhos e transformei essas borboletas pintadas à mão em uma série de estampas para capas desses cadernos, de blocos de anotações com discos, canecas, camisetas e até bolsas.
Confira os bastidores de criação das borboletas:
Para mim (e, claro, para muuuuita gente), as borboletas simbolizam evolução, e iniciar um novo projeto com elas ao meu lado fez todo o sentido.
Eu juro que tentei criar capas de cadernos com artes prontas e licenciadas de outros designers e artistas. Sério mesmo, eu tentei. Porém, não me sentia confortável ao olhar para a arte na tela e não ver algo meu ali, algo que eu criei, que coloquei meu coração – ou como as inteligências artificiais adoram adicionar nesse tipo de texto: “minha alma está em cada pincelada”. (risos)
As borboletas são evolução de aprendizagens, testes e erros, e, ao mesmo tempo, o começo de mais um ciclo de novas aprendizagens, testes e erros. Um ciclo sem fim.
As borboletas nasceram desse incômodo, de algo interior que precisava sair e ganhar asas, me expressar e abrir os caminhos para o que vem por aí. Quando olho para cada borboleta que reproduzo em diferentes produtos é isso que me vem à cabeça: aquilo é o resultado de uma evolução de aprendizagens, testes e erros, e, ao mesmo tempo, o começo de mais um ciclo de novas aprendizagens, testes e erros. Um ciclo sem fim. Hakuna Matata!
Como esse Caderno Artesanal Pontilhado se tornou o coração de minha marca
Voltando ao caderno, esse pontilhado precisou ser o primeiro na fila de criação. Fiz ele com pontinhos de 0,5cm de distância para facilitar a anotação e desenvolvimento de detalhes de projetos de Costura Criativa, Papelaria Personalizada e Decoração & Artes. É bem mais fácil desenhar um molde usando o pontilhado como guia, fica a dica.
Também dedico algumas páginas no começo do caderno para anotar Ideias Gerais, sem me preocupar em categorizar elas. Isso é muito prático e confesso que também é uma estratégia para lidar com a ansiedade de querer fazer tudo ao mesmo tempo – imagino que você saiba bem como é essa sensação, né?

Quando tenho uma ideia que começa a crescer e ganhar até plano de marketing dentro da minha cabeça eu corro anotar nessas páginas iniciais. Sim, sou desses: eu viajo longe e penso desde o que é o produto até como divulgar ele sem nem saber se eu consigo ou não executar tudo ainda! Kkkkkk.
Porém, mesmo que seja impossível fazer hoje, amanhã pode ser que não, logo… bora anotar a ideia que um dia ela nasce. As vezes escrevo poucas palavras, as vezes já desenho o protótipo, funcionalidades e tudo o mais… o importante é que tiro da cabeça e deixo registrado no papel para criar quando tiver tempo, necessidade e/ou inspiração.
Viu por que chamo esse caderno pontilhado de O Coração de meu Ateliê? Ele está sempre do meu lado, inclusive nos momentos de compras de insumos. Além de ter todos os moldes anotados nele, fiz das últimas páginas do caderno a minha lista geral de compras.
Se estou produzindo ou planejando algo e sinto falta de um item no Ateliê, já anoto ali naquelas últimas páginas para não esquecer de compras nas próximas incursões ao vale mágico do Brás, 25 de Março e Bom Retiro aqui em São Paulo.
O Companheiro de Estudos: O Caderno Artesanal Pautado
Com o caderno-coração do Ateliê criado e já em uso, fiz mais três para completar a coleção, suprir algumas necessidades e também me planejar para alguns estudos e projetos futuros.
O Caderno Pautado Capa Dura com 120 folhas de papel offset 90g/m² é um desses cadernos que está aqui só esperando o momento certo para brilhar. Ele será meu companheiro de estudos sobre artes.

Eu – como legítimo representante do Clube das Pessoas Doidas por Cadernos e Papelaria – já tinha, claaaaaro, um Caderno de Viagens que, obviamente, estava empoeirado desde 2013, quando fiz uma viagem bacana pela primeira e última vez. Por conta de sua inatividade adaptei para ser meu Caderno de Museus e Artes. Levava ele toda vez que ia assistir a alguma explicação sobre exposições em cartaz lá no MASP como Amigo MASP (bons tempos…).
Meus planos, agora, são usar esse caderno novo para esse mesmo tipo de uso e ampliar meus estudos sobre artes usando ele como o repositório desses conhecimentos. Estou com um conteúdo sobre Alphonse Mucha aqui doido para começar a ler e vou anotar tudo bonitinho nesse caderno de linhas rosas.
Olha que eu lindo, dá até uma vontade de diferente para estudar só por que o caderno é belíssimo, personalizado e babado! Kkkkk

O Laboratório Criativo: Os Cadernos Artesanais de Arte
Mas a vida de uma artista e empreendedor não é feita apenas de anotações e estudos. Eu precisava de espaço para criar, testar e experimentar sem limites. Para isso, criei uma dupla de cadernos de arte.
O Caderno de Treinos de Desenho (Papel Pólen 90g/m²)
Com mais uma linda borboleta na capa, este Caderno de Artes Capa Dura tem 50 folhas em papel Pólen 90g/m². É um papel mais texturizado e amarelado, delicioso para desenhar a lápis e, o melhor de tudo, não cansa os olhos. É o meu caderno de treino oficial e já comecei a usar ele por aqui.
O Caderno “Aguenta-Tudo” (Papel Offset 240g/m²)
Eu sempre sofri para encontrar cadernos de desenho com papel realmente resistente. Então, resolvi o problema: criei o meu! Meu Caderno de Artes Capa Dura tem 50 folhas de offset 240g/m². Ele é robusto o suficiente para aguentar canetinhas, tinta acrílica, aquarela e o que mais a criatividade mandar. É o meu laboratório de testes.
Ambos são no formato A5 e foram encadernados no estilo paisagem (com o wire-o na borda menor), mas confesso que adoro usá-los em pé.
Uma Coleção Nascida da Necessidade
Pautado, pontilhado, para esboço e para testes. Juntos, esses quatro cadernos formam a minha caixa de ferramentas criativa, pensada para suprir cada uma das minhas necessidades. E foi ao perceber o poder que eles tinham que decidi que não poderiam ser apenas meus.
Agora eu quero saber de você: qual desses quatro cadernos seria o seu maior aliado no dia a dia? Me conta aqui nos comentários!
E não se esqueça de me seguir nas redes sociais para ver todos eles em ação.